Ê vida besta!


Plenitude.

Para ler ouvindo "Heavens To Purgatory" do The Most Serene Republic.

O que te faz arrepiar?
O que te faz sentir o coração batendo mais forte?
O que te atrai?
O que te encanta?


A vida é feita de sensações, boas ou más, mas que devem ser sentidas, degustadas a todo instante.
Ao ler as perguntas acima alguns (na verdade creio que uma grande maioria) podem imaginar como resposta a pessoa amada. Outros podem imaginar uma grande aventura pelo mundo. Outros podem imaginar uma grande viagem por meio de entorpecentes.

Eu penso em um show de uma banda que eu gosto.
Ou, melhor ainda, em uma apresentação minha.
Nada me encanta mais que o palco e o poder que ele me dá.
Mas faz tanto tempo que eu não sinto esse poder...

É bom perceber que você está sendo percebido. É melhor ainda quando se percebe que as pessoas gostam de você ali, naquele momento tão íntimo que é cantar. Pois com (e somente com) o canto, eu consigo ser verdadeiro para mim mesmo. É quando me exponho.

É quando eu me arrepio de verdade.
É quando meu coração bate no ritmo da canção.
É quando eu sou seduzido por sons.
É quando eu canto.



Escrito por Vinicios Savio às 02h43
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O frágil fio da vida.

Para ler ouvindo "Lilac Wine" do Jeff Buckley.

A vida é um fio frágil.
Mas é um fio que prende um universo inteiro.
Tem uma hora que a gente percebe o universo ao nosso redor e sente a necessidade de senti-lo.
Senti-lo através de cada semínima dentro de uma música.
Ou através de cada risada dos amigos embriagados numa noite de festa.

Sentir o universo através do vento gelado no rosto em plena madrugada.
Também pelo "sorriso" de um cão ao abanar-te o rabo e saber que aquele é um sentimento totalmente puro.

E então começa-se a manter um vício de sentir a vida ao redor. Um vício que não se compara a nenhum outro.
E a gente percebe que o universo ao nosso redor é o pão quente feito pela vó. É todo momento que estamos ao lado da nossa mãe. É a conversa surreal que se tem com o pai. É todo aquele momento de brincadeira que se tem com os irmãos.

Acaba-se chegando a conclusão de que o universo ao nosso redor é mais rico quando mais próximo.
E que o meu universo é composto por vários universos que passam em minha volta e que cada um tem o seu tempo em passar, como um cometa que rasga rapidamente o firmamento e não esquecemos, ou um satélite que sempre está ali e ás vezes esquecemos de dar atenção e outras vezes olhamos apaixonados.

O universo ao nosso redor faz-se presente quando outro universo faz com que, num simples toque, nossa pele se arrepie.
Ou quando as palavras vindas de outro nos fazem sentir bem.

Tudo isso está dentro de um emaranhado feito pelo frágil fio da vida.



Escrito por Vinicios Savio às 05h37
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Yin-Yang

Para ler ouvindo "(Antichrist Television Blues)" do Arcade Fire.

Hoje eu percebi que posso viver bem com meu lado bom e meu lado ruim.
Hoje eu percebi, novamente, que mesmo quando se acha que nada de bom pode acontecer, acontece.
Hoje eu percebi que não sinto mais dores no corpo.
Hoje eu percebi que estou renovado para o que há de vir.
Hoje eu percebi que não devo me importar com a opinião de quem não me conhece, no que se trata de algo íntimo.
Hoje eu percebi que os meus objetivos são os meus objetivos e que ninguém precisa entendê-los.



Escrito por Vinicios Savio às 04h32
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Não sou o que você pensa...

Para ler ouvindo "Optimistic" do Radiohead.

Não, não é fácil me entender.

Ás vezes eu sinto vontade de expressar tudo o que passa no meu emaranhado de neurônios mas alguma coisa me impede.
Eu sempre paro na hora H.
Mas de certa forma entendo o que me bloqueia de ser afetivo: é que quando eu dei afeto, muitas vezes não obtive o retorno esperado.
Porém a vida é engraçada e ás vezes quando eu nem imaginava estar fazendo bem a alguém, essa pessoa se mostra encantada por qualquer gesto, até o mais bobo, que eu, naquele momento, deixei escapar.

Não é possivel decifrar uma pessoa por inteiro nem no tempo de uma vida.

Pessoas são mistérios em construção.

Engana-se aquele que acha que sabe tudo do outro.

Engana-se quem acha que sabe tudo sobre mim.



Escrito por Vinicios Savio às 01h35
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Quase

Para ler ouvindo "Last Goodbye" do Jeff Buckley.

Se eu fosse eu teria ido sem saber qual é o alcance real da minha voz.
Se eu tivesso ido eu não saberia até onde eu chegaria com ela.

Se eu fosse eu não teria visitado a casa dela.
Se eu tivesse ido eu não tinha beijado por beijar novamente.

Se eu fosse eu não saberia a imensidão do legado de Jeff Buckley.
Se eu tivesse ido eu perderia tudo que conquistei.

Se eu fosse eu teria ido sem saber do amor.
Se eu tivesse ido, não saberia, como não sei, agora.



Escrito por Vinicios Savio às 04h31
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Para Cíntia

Para ler ouvindo "Changes" do David Bowie

Ela E Dalí

Ela vê o que ela quer
E o que ela vê está dentro dela
Ela sabe o que é ser mulher
E o que toca a alma dela

Cores que ficam tão bem
Em um relógio derretido
São pra ela algo além
De uma imagem sem sentido

Sabe que o mundo está aí
Sempre em busca de um salvador
Que pode vir dalí

Minha memória persiste
E mantém viva toda cor
Da saudade que existe

P.S.: Já é conhecido, mas vale a pena ser postado!



Escrito por Vinicios Savio às 23h17
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A glorious day.

Para ler ouvindo "Paranoid Android" do Radiohead.

Aquele dia começou muito bem.
Começou com o sorriso lindo dela e com felicidade dos dias anteriores.

Quanto mais eu chegava perto de lá mais meu coração batia forte. Até que estava lá. Era o começo de um sonho. 17:15 do dia 22 de Março de 2009.

Começou com os Hermanos e seu sempre emocionante show. Primeiras emoções. Primeiras lágrimas de alegria.

Até que fui invadido por sons eletrônicos dos quais eu tenho conhecimento desde minha infância. Momento histórico.

E foi com esse mesmo tipo de som, porém mais atual, que se iniciou a profunda sensação de alegria. A quinze passos da felicidade eu me encontrava e até ela cheguei por algumas horas.

O show do Radiohead começa com a música de abertura de "In Rainbows", o que já era de se esperar. Todos cantam junto felizes. O palco começa a dar sinais dos grandes efeitos de luz que viriam pela noite, mas ainda de forma contida.
Na sequência eles tocam "There There", o primeiro single de "Hail To The Thief" e nesse momento eu já havia alcançado a felicidade e estava de mãos dadas com ela.
"The National Anthem" é explosiva. Cores vibrantes e fortes pulsam ao ritmo das batidas de Phil e do baixo de Colin.
"All I Need" dá uma acalmada no clima. Mais uma do novo álbum.
Ao piano, Thom toca os primeiros acordes de "Pyramid Song" que Johnny toca guitarra com arco de violino ao estilo Sigur Rós.
Vem então o primeiro hino da noite. "Karma Police" é cantada a plenos pulmões por todos em volta.
Quando a música termina o povo entoa os versos:

"... for a minute there
i lost myself
i lost myself..."

Ed e Colin parecem impressionados e incentivam o coro do público.
Depois desse grande apelo emocional, chega a primeira música que me deixa com os olhos mareados. "Nude" mesmo sem os overdubs de voz de estúdio continua perfeita. Thom tem uma voz linda naquele momente. Única.
“Weird fishes/ Arpeggi” é a próxima, repetindo a sequencia do disco. Bela!
Sons elêtronicos voltam em “The gloaming” numa versão um pouco mais acelerada e com batidas mais fortes.
Do nada eles retornam ás raízes com “Talk show host” que causa surpresa em alguns. Essa é tocada numa versão bem mais modernizada com a inclusão de sintetizadores orquestrados por Johnny.
"Kid A" novamente entra em cena com “Optimistic” e é seguida pela acústica “Faust arp” tocada apenas por Thom e um tímido Johnny.
Outro momento de grande emoção: “Jigsaw falling into place” a minha preferida do último disco. Tocada perfeitamente e com interpretação vibrante de Thom que está tão a vontade que nem parece ele.
Mais um momento "OK Computer": “Climbing up the walls”. Outro show de iluminação.
Na sequência, alguns minutos de êxtase coletivo com a execução de “Exit music” onde o público fica quase que totalmente em silêncio para ouvir as palavras de Thom e os acordes do violão. Inesquecível.
“Bodysnatchers” traz a tona a veia rockeira e muitos sacodem a cabeça nessa hora frenéticamente junto com a bateria inquieta de Phil.
Eis um primeiro "final".
Eles retornam ao palco com "Videotape" que Thom diz ser sua preferida em "In Rainbows".
Até que se chega em mais um momento de êxtase. “Paranoid android” é cantada sílaba por sílaba pelos fãs incrédulos de que realmente estejam vendo aquilo no palco acontecer. Todas as nuances da música são sentidas por cada parte da minha pele. O prazer coletivo é tanto que ao final da música o público repete:

"... rain down, rain down
oh come on rain down on me
from a great height
from a great height height..."

Nisso o inesperado acontece e Thom pega o violão e acompanha a multidão emocionada cantando na primeira voz:

"That's it, sir
You're leaving
The crackle of pigskin
The dust and the screaming
The yuppies networking
The panic, the vomit
The panic, the vomit
God loves his children
God loves his children, yeah!"

O púbico já estava ganho e de mãos atadas e mesmo assim eles entoam "Fake Plastic Trees" parecendo que de propósito para ver qual coração que aguenta.
Como se isso não bastasse ainda tocam "Lucky" a seguir, o que causa um banho de lágrimas naqueles que ainda não estavam em prantos na canção anterior.
Depois de se cansarem em testar as emoções das pessoas eles tocam “Reckoner” que é impressionante na voz de Thom.
Mais um final.
Retornam com aquele que seria o último bis com a semi-reggae "House Of Cards", a música que faltava para completar "In Rainbows".
Thom começa a tocar "You And Whose Army" ao piano com uma câmera em sua face de forma sarcástica e brinca com o público pelo telão. Momento descontração. Grande Música.
Tocam então o final que era esperado por muitos: “Everything In Its Right Place” com Thom no órgão e Ed nos sintetizadores. Loops e Overdubs penetram as cabeças de todos e principalmente a minha. Tinha sido lindo até então.
Mais um final que parecia ser o último.
Porém o dia que havia começado bem termina perfeito. Eles retornam para um inesperado terceiro bis para apenas uma música. Aquela que tanto me toca, que é meu hino pessoal: "Creep". Meu coração já não se aguenta de felicidade e as lágrimas rolam fácil pelo meu rosto. A voz já não sai por causa dos soluços. E eu contemplo abismado aqueles últimos segundos do sonho real. Fico paralisado ainda por uns dois minutos após o fim. Era hora de voltar a vida real.

A seguir algumas imagens desse dia glorioso.

 

P.S.: Este post é para Teila que além de me cobrar em falar como foi o show (rs), foi uma pessoa que fez com que esse fosse um final de semana perfeito. Te adoro sua chata que me deixa só... rs



Escrito por Vinicios Savio às 05h43
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Sensações.

Para ler ouvindo "See Me, Feel Me" do The Who.

Somos seres feitos de sensações.
A todo instante experimentamos ondas e ondas de fluidos de sensações que são percebidas por todas as mínimas partes de nossos corpos.

Algumas passam desapercebidas como uma leve coceira na ponta de um dos dedos dos pés ou como o pulsar do sangue no seu pulso. Coisas que só se sentem quando você está focado a senti-las.

Algumas sensações são fortes e abruptas como bater a canela naquela porcaria do canto do sofá ou levar um susto com algum estrondo de qualquer espécie.

Algumas sensações se têm quando você as quer sentir. Como a sensação de um sorvete do sabor que você mais gosta derretendo no calor da sua língua. Ou quando você apenas ouve uma música que te toca tão fundo que faz com que seus olhos encham-se de lágrimas algumas vezes de alegria e outras de tristeza.

Têm sensações que você não esquece. É assim a parir da primeira vez que se tem um orgasmo. A partir daí você quer sentir isso mais e mais vezes.

Existem coisas parecidas que causam sensações diferentes. Um beijo por exemplo. O beijo dado em uma noite de curtição tem um efeito diferente de um beijo dado em uma noite assistindo um filme e comendo pipoca com alguém especial naquele momento e não é só por causa do gosto da pipoca na boca. Sensações compartilhadas, como o beijo, entre duas pessoas têm sua intensidade vinculada àqueles que as compartilham. Se sente em um abraço o quão verdadeiro é este ato entre duas pessoas pela força do enlace dos membros superiores, pelo calor do corpo oposto, pelo pulsar no peito ou até por um estremecimento de qualquer tipo.

Sensações, acima de tudo, são diferentes dos sentimentos. Sensações são mais compreensíveis. Sensações são para se compreender.



Escrito por Vinicios Savio às 03h52
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Esperando

Para ler ouvindo "I'm Waiting For The Man" com o Belle And Sebastian

Ando esperando por coisas que não vão acontecer se eu continuar a esperar. Mas quem não faz isso?
Como é difícil ter determinação!
Mas é necessário.

Ás vezes eu dou um jeito de complicar o que é simples. Sem motivo e sem perceber na hora.

***

Tenho que falar sobre "The BBC Sessions" e da banda que o lançou, o Belle And Sebastian.

Essa é uma banda que eu fui ouvir tarde, apesar de sempre ler sobre ela em revistas. Soube da existência dela lá por 1999 mas só comecei a escutar em meados de 2002. Me encantou a delicadeza das melodias e a acertividade das letras. Um clima, retrô moderno se é que pode existir tal coisa, estava em álbuns como "Tigermilk" e "Storytelling" que são estranhamente perfeitos.
Aí em seguida eles lançam "Dear Catastrophe Waitress" já com dois integrantes a menos na banda e uma mudança sonora grande. As músicas ainda eram boas, só que agora estavam mais alegres e tecnicamente mais arranjadas.
O problema é que se perdeu um pouco da melancolia que havia nos discos anteriores. A doce e linda melancolia de canções como "I Don't Love Anyone".
É aí que entra o "The BBC Sessions", pois ele foi gravado durante essa primeira fase da banda. A edição com dois discos traz no primeiro as versões das músicas que eles fizeram na rádio BBC de Londres.
Algumas com arranjos diferentes e outras idênticas ás que estão no álbum. Destaque para a faixa "Lazy Jane" que difere da original por ser mais lenta, porém surpreendendo no final, e para "The Magic of a Kind Word", "Nothing In The Silence", "Shoot The Sexual Athlete" e "(My Girl’s Got) Miraculous Technique" que não tinham sido lançadas oficialmente até então e que não deixam absolutamente nada a dever ás músicas daquela fase.
Agora surpreendente mesmo é o CD bonus. Gravado ao vivo em Belfast num show de natal. Eu já tinha uma idéia do que a banda era ao vivo pelos vídeos no You Tube e pelo DVD "Fans Only" e sempre senti a simpatia nesses vídeos. Mas este CD transcende a simpatia. A banda toca as músicas perfeitamente e com uma energia e vibração positiva que fica explícita em todas as 12 faixas. Ponto alto: "I'm Waiting for the Man", cover do Velvet Underground que ficou com uma energia imensa! Fora a belíssima versão de "Here Comes The Sun". O entrosamento da banda é perceptível pelas brincadeiras que eles fazem. Fora que eles conseguem ter o público nas mãos.
Emfim, este é um álbum para se lembrar de um passado não muito distante mas que já traz nostalgia.



Escrito por Vinicios Savio às 22h26
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Getting older

Para ler ouvindo "Don't Watch Me Dancing" do Little Joy

É estranho como já sinto o peso do tempo em mim. Não deveria.
Afinal não sou tão velho assim.
Mas quando eu tenho que forçar a minha vista para enxergar o que está longe, ou quando penso que ainda não fiz nada que me faça ser lembrado no futuro, ou quando percebo que ainda não vivi nada do que muitos da minha idade viveram, aí eu não consigo chegar a outra constatação que não a de que realmente estou velho.
Talvez a minha velhice seja uma velhice mais interior do que exterior.
Talvez as coisas que eu vi e vivi me envelheceram. Mais as que eu vi do que as que eu vivi.
Porque infelizmente eu sou um observador.
Um voyeur fetichista dos prazeres, dos amores, das dores, dos rancores dos outros.
E cada vez menos tenho vontade de viver por mim mesmo, porque os seres humanos são previsíveis e pelo que observo eu já sei o que vai dar em cada uma das coisas que eu penso em arriscar. Não importa o resultado ser bom ou mal. O que importa é que não existe mistério e aí as coisas se tornam sem graça.
Mas o que será que poderia reacender a chama do desconhecido em mim?



Escrito por Vinicios Savio às 01h37
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Quem?

Para ler ouvindo "Brand New Start" do Little Joy

Quem me ouve?
Quem ouve meu suspiro?
Quem ouve meus gemidos?
Quem ouve os meus gritos?

Quem me vê?
Quem vê minhas conquistas?
Quem vê meu desespero?
Quem vê meu sorriso?

Quem me sente?
Quem sente minhas mãos?
Quem sente meu calor?
Quem sente meu corpo trêmulo?

Quem sentirá?
Quem verá?
Quem ouvirá?
Quem me amará?



Escrito por Vinicios Savio às 02h21
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Gratidão.

Para ler ouvindo "Azul E Amarelo" do Cazuza.

Eu sou grato pelos meus discos.
Sou grato pelo meu físico, mesmo que fora de forma.
Eu sou grato pelos pais que eu tenho.
Eu sou grato pela educação que tive.

Sou grato por todas as pessoas que me apóiam.
E sou grato pelas pessoas que estão contra mim por me darem mais força para conseguir o que eu quero.

Eu sou grato pela experiência profissional que eu tenho mesmo sendo totalmente diferente do meu ideal de sucesso.

Sou grato pela pequena janela de 14 polegadas por onde eu espio o mundo e deixo o mundo espiar um pouco de mim, como um fetiche.

E sou grato pelo dom de cantar.



Escrito por Vinicios Savio às 04h34
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Ouviu?

Para ler ouvindo "Quando Eu Estiver Cantando" do Cazuza.


É hora de novas fragâncias.
É hora de renovar o armário.
It's time to change and face the strain.


Pode não parecer, mas isso faz parte:



Ver tudo de cima. Saber meu lugar.
Não há como saber quais obstáculos existirão pela frente, mas se tiver a certeza da conquista do objetivo isso não interessa.


Geralmente eu pontuo os meus ciclos com as viradas de ano. Dessa vez isso acontece um pouco mais cedo.


Eis um novo ciclo. A new age. Uma entre muitas, mas nova.


PS.: Espero ter meu pedido de amizade virtual no MySpace aceito pelo Caetano...



Escrito por Vinicios Savio às 04h33
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Sobre o planeta.

Para ler ouvindo "Para Quando O Arco Íris Encontrar O Pote De Ouro" do Nando Reis.

Um dia eu quero ser como o Bono Vox ou como a minha amiga Cíntia.
Eles têm em comum a vontade verdadeira de salvar o mundo, cada um a seu modo.

Estamos em tempos em que tudo nos remete ao superaquecimento global ou aos conflitos gerados pelos homens.

Ás vezes por causa da cegueira feita pela rotina nós não nos damos conta de como essas coisas podem influenciar nossa vidinha medíocre.
Esse é o mal da globalização: o que acontece na China a um desconhecido pode fazer seu salário do próximo mês baixar e você nem fica sabendo quem é o desgraçado para ao menos xingá-lo.

Mas existem coisas que podemos fazer para não piorar e não fazemos. Não por maldade, mas por costume de fazer errado mesmo.

Mês passado a empresa em que eu trabalho começou a distribuir sacolas ecológicas para os clientes no intuito de diminuir o uso das sacolas plásticas que hoje fazem um grande estrago ao planeta. Tudo certo e politicamente correto até que um dia eu fui comprar um cadeado pra mim na própria loja e, entrando na fila do caixa junto aos clientes, vi que eles realmente estavam dando a sacola ecológica para os clientes, mas colocando dentro de uma sacola de plástico! Ou seja, do que adiantava a sacola se os produtos que os clientes estavam comprando e a própria sacola eram colocados dentro de uma maldita sacola plástica? Passei para o responsável o que estava acontecendo e acredito que agora a pratica seja outra (ainda tenho que conferir).
Mas como eu havia dito, eles faziam isso por costumes. Quantas vezes eu mesmo não fui comprar uma tranqueirinha qualquer e coloquei dentro de uma sacola plástica que não ficou em minha posse nem 10 minutos? O que tem que ser feito é uma re-educação pessoal.

Hoje tendo estar mais atento a essas coisas, mas ainda peco muito nesse sentido. Costumes ruins são dificeis de serem vencidos, mas não impossível!



Escrito por Vinicios Savio às 12h26
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All the things by the same way...

Para ler ouvindo "Planet Telex" do Radiohead.

Sometimes all that you want is not what you get. So you think that everything is broken.

Sometimes everything is really broken.

 

But there is always some kind of hope around us.

Sometimes people looks weird for not to think like us. And they really are.
Everyone is weird. Everyone is creep.
What else can we do now?



Escrito por Vinicios Savio às 03h21
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