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O frágil fio da vida.
Para ler ouvindo "Lilac Wine" do Jeff Buckley.
A vida é um fio frágil. Mas é um fio que prende um universo inteiro. Tem uma hora que a gente percebe o universo ao nosso redor e sente a necessidade de senti-lo. Senti-lo através de cada semínima dentro de uma música. Ou através de cada risada dos amigos embriagados numa noite de festa.
Sentir o universo através do vento gelado no rosto em plena madrugada. Também pelo "sorriso" de um cão ao abanar-te o rabo e saber que aquele é um sentimento totalmente puro.
E então começa-se a manter um vício de sentir a vida ao redor. Um vício que não se compara a nenhum outro. E a gente percebe que o universo ao nosso redor é o pão quente feito pela vó. É todo momento que estamos ao lado da nossa mãe. É a conversa surreal que se tem com o pai. É todo aquele momento de brincadeira que se tem com os irmãos.
Acaba-se chegando a conclusão de que o universo ao nosso redor é mais rico quando mais próximo. E que o meu universo é composto por vários universos que passam em minha volta e que cada um tem o seu tempo em passar, como um cometa que rasga rapidamente o firmamento e não esquecemos, ou um satélite que sempre está ali e ás vezes esquecemos de dar atenção e outras vezes olhamos apaixonados.
O universo ao nosso redor faz-se presente quando outro universo faz com que, num simples toque, nossa pele se arrepie. Ou quando as palavras vindas de outro nos fazem sentir bem.
Tudo isso está dentro de um emaranhado feito pelo frágil fio da vida.
Escrito por Vinicios Savio às 05h37
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